Dia 16 – 14 junho – domingo – Paris/Rio de Janeiro/Porto Alegre

Já estamos no Galeão, em terras brasileiras, aguardando nosso voo à capital Gaúcha.

Olhando para trás vem as imagens de tantos cenários únicos – como as gorges de la Jonte e du Tarn, as obras peculiares do museu de Branly, estadas em locais de grande charme como o chateau des Salles, histórias como a dos camizards nas Cevenes e dos templarios em Cuertevoire, os Cathars em Sevrac Le Chateau, saber mais sobre a vida de personagens como Champolion, Pascal e Jacques Coeur, gastronomia regional do scargot ao canard, adoçando a vida com pannacota de pistache e alexandra au chocolat, bebericando vinhos renomados da Côte du Rhone aos regionais d’Auvergne, os ocres de Rouissilon e os aromas da lavanda na Provence, aquedutos da época dos romanos na Pont de Gard e a tecnologia do séc XXI do viaduto de Millau, o melhor da arte religiosa românica na Auvergne e a imponência gótica da catedral de Bourges, inesqueciveis jantares no Train Blue na Gare de Lyon e no Manoir de Montesquiou, além de Estaing às margens do Lot, Fé e Foie gras em Rocamadour no Perigord, e Salers medieval e perdida no meio do parque dos vulcões da Auvergne.

Foi também uma oportunidade de conviver com a comunidade local dessas diferentes regiões que preservam sua cultura e costumes – a verdadeira France Profonde.

Merci pela parceria de todos em construir momentos inesquecíveis, confirmando a síntese poética de Mario Quintana lembrada por Yolka: “Nossos amigos são aqueles com os quais construímos lembranças”.

Anúncios

Dia 15 – 13 junho – sábado – Clermont-Ferrand/Paris

Saimos cedo de Clermont-Ferrand e chegamos no final da manhã em Bourges onde visitamos seu centro histórico.
Chantal, nossa guia, destacou as peculiariedades de sua catedral gótica construída no séc XII, com sua longa nave central e verticalidade que possibilitam em cada local perceber detalhes sem perder a idéia do conjunto.
Maravilhosos vitrais originais do séc XIII – um verdadeiro mosaico em vidro de cores fortes de azul e vermelho.
Almoçamos no restaurante Le Cosmopolitan onde o chef nos recebeu com um impecável folhado de queijo de cabra com espinafre.
Rápida visita ao palácio de Jacques Coeur – ministro das finanças de Charles VII que lançou a marinha mercante francesa.
Mais algumas horas de viagem e parada para visita do castelo de Fontainebleau – onde visitamos a ala dedidaca a Napoleão, que assinou a abdicação em uma de suas salas.
O castelo é um museu do poder na França, pois praticamente todos os soberamos tiveram alguma passagem por aqui.
A partir dai, começou a divisão do grupo que ao longo de 14 dias desvendava junto a France Profonde – sua gastronomia, história, belezas naturais, costumes e cultura – uma parte seguiu a Paris onde fica mais alguns dias ou segue para outros destinos, e a outra direto a Charles de Gaule para o vôo ao Brasil.

Até a próxima.

Dia 14 – 12 junho – sexta – Clermont-Ferrand

Visitamos o centro históricos de Clermont com a estatua do lider Gaules Vercingetorix que resistiu aos Romanos mas acabou sendo capturado por Julio Cesar.
O professor Roche nos deu uma aula espetacular da formaçao do povo frances desde a origem celta de amor a vida e misticismos dos Gauleses, a conquista romana que proporciona a criacao das cidades e estradas, a assimilaçao cultural em um povo galo-romano, que ao se cristianizar resgata a ideia da busca do paraíso celeste.
A chegada dos francos, tribo germanica, que com a conversao de Clovis ao cristianismo unifica a Galia.
A relação dos Carolingeos com o papado e o legado de Roma fortalece essa posição de preponderencia na Europa.
E assim, chegando até o povo francês atual com todo esse legado humano e cultural – uma essência celta, com toques da civilização clássica, a contribuição franca e as transformações ao longo da história.
Visitamos a catedral onde Urbano II incitou a 1a cruzada, descemos pela rue do Port ate a igreja Nossa Senhora do Port.
Seguimos para Mont Ferrand com suas muralhas, igreja da nsa Sra da Prosperidade e a movimentacao nas ruas em funcao do festival medieval que iniciava naquela noite.
Almoçamos no restaurante Le Toit des Domes no topo do Puy de Dome.
Novamente Coq au Vin – tradicional da Auvergne, mas um pouco over pois 2a vez em 2 dias.
Seguimos depois para o centro de aguas termais de Mont Dore, passando por lagos e montanhas, e terminando o dia na igreja romanica de Saint Nectaire, com belo trabalho de esculturas nos capiteís.
Finalizando com uma viagem a idade media nas cavernas trogloditas de Farges.
Um jantar inesquecível no Pavillon Lamartine para encerrar a viagem.

Dia 13 – 11 junho – quinta – Le Puy/ Clermont-Ferrand

Visitamos a catedral Notre Dame du Puy – construída no topo da montanha, importante centro de peregrinação no caminho de Santiago de Compostela, descemos depois as escadiarias dos peregrinos passando pelos renomados ateliers de renda local.
Seguimos para La Chaise Dieu onde visitamos a abadia românica de Saint Robert – um monge que no sec XI busca uma vida tranqüila dedicada a oração nessas florestas e funda uma ordem beneditina que chegou a ser a 3ª maior da França no séc XII.
O papa Clemente VI, que foi monge nessa abadia a reconstrói em grande estilo em 1350 e tem sua tumba na nave central.
Muito impressionante os 160m2 de tapeçaria de Flandres do séc XV com cenas fazendo paralelo entre o velho e o novo testamento, algumas em fio de ouro, prata e seda.
Interessante os afrescos das danças macabras relacionando a morte com diferentes categorias da sociedade medieval – monge, burguês, nobre,…
Almoçamos no pitoresco restaurante Chez L`Auvergnat ao lado da abadia.
À tarde segue nossa peregrinação com visita à Basilica saint Julien em Brioude – dedidada ao martírio de um romano convertido ao cristianismo em 304DC.
Trata-se de uma belíssima construção românica com uma setor com pinturas de cores intensas quase milenares perfeitamente preservadas.
Intrigante também os vitrais contemporâneos de 750.000 Euros que estariam sendo inaugurados naquela noite com um show de som e luz.
Mais uma parada no centro de Arte Românica Georges Duby em Issoire, visitando brevemente sua igreja românica com sua bela ornamentação externa em pedras multicoloridas (amarelo, telha, cinza, ..), terminando o dia em Clermont-Ferrand onde ficamos no Holiday Inn Garden Court.

Dia 12 – 10 junho – quarta – Chateau de Salles/Le Puy

A Carly – uma holandesa que vive na Auvergne – nos encontrou no castelo para nós acompanhar pelos próximos 3 dias.
Nossa primeira visita foi na FERME MAGNE uma fazenda onde conhecemos o método de produção de queijo Salers local.
Depois nos encantamos com o vilarejo de Salers – mais dos classiificados como “lês plus beaux villages em France”.
Passamos por sua igreja e entramos na parte murada da cidade que prosperou como centro judiciário real ate a revolução.
Sua estagnação posterior nos proporciona vivenciar uma cidade em parda no tempo – com suas ruelas medievais e palacetes construídos ate o séc XVIII.
No almoço a famosa carne de salers no Le Baillage e depois a travessia do Massif Central iniciando pelo Puy Mary – um pico de 1787m no parque regional dos Vulcões de Auvergne, terminando o dia em Lê Puy-em-Velay, onde ficamos bem no centro no Hotel Restaurante Le Régina.

Dia 11 – 9 junho – terça – Chateau de Salles

Um belo trajeto do nosso castelo até Rocamadour – local de peregrinação a Nossa Senhora de Rocamadur desde o séc XII.
Acreditavam que um eremita – St Amadur – habitou uma gruta no local e milagrosamente seu corpo ficou intacto séculos.
No local se edificou uma abadia que floresceu do séc XII ao XVI quando foi saqueada pelos Huguenotes na Guerra de Religiões.
Volta a ter importância como centro de peregrinação no séc XIX quando foi construído seu forte – uma releitura dos elementos medievais.
À tarde uma excelente visita guiada no Museu Champollion em Figeac – o jovem francês fascinado por idiomas – que estudou latim, grego, hebraico, sirico, copca, … e trabalhou 8 anos nos textos trilingues da pedra de roseta (hieroglifo, demodico e grego) que o levou a decifrar em 1822 a escrita do antigo Egito.
Morre de exaustão aos 42 anos ao finalizar o dicionário dos Hieroglifos.
O interessante é que ele nunca esteve em contato direto com a pedra de roseta, levada pelos ingleses ao Brittish Museum, e que só esteve no Egito no final de sua vida de 1828 à 1830.
Um museu de nível internacional na pequena cidade natal de Champolion, que se dedica também além dos Hieroglifos as demais escritas do mundo.
Retorno final do dia ao nosso castelo para um bom Jantar no Chateau de Salles .

Dia 10 – 8 junho – segunda – Gages / Chateau de Salles – Vezac (perto Aurillac)

Passamos por Espallion, com seu castelo as margens do rio lot, e depois visitamos em Laguiole a fábrica das famosas facas COUTELLERIE DE LAGUIOLE.
Almoçamos em Estaing, também as margens do Lot, e depois percorremos a cidade o castelo da família Estaing que dominou o vilarejo do séc. XI ao XVIII – o ultimo duque D’Estaing foi guilhotinado na ver francesa e no séc XX M. Giscard adquiriu o titulo em função de uma antepassada ligada ao duque, proporcionando o titulo nobre do ex-presidente Valery Giscard D’Estaing.
Passamos por Etruyges e chegamos a Conques, uma abadia do sé XII dedicada a Sainte Foy com estátua do relicário do tesouro doado pelos peregrinos.
Muita chuva que estragou a chegada em nosso próximo castelo – Chateau de Salles.
Um castelo do séc XV com bela vista dos Montes do Cantal.

Dia 9 – 7 junho – domingo – MEYRUEIS/ RODEZ

Partindo de Meyrueis visitamos Aven Armand – a caverna com maior concentração de estaligmitas em uma composição enlouquecidamente cênicas.
Mais curvas pelo caminho com a travessia das belíssimas Gorges du Tarn.
Paramos no pitoresco povoado de Ste Enimei e almoçamos no Manoir de Montesquiou, um castelo do séc. XV.
Saindo das curvas da Gorges Du Tran chegamos a Severac – le chateau – um povoado ao redor de um castelo.
O Senhor de Severac se aliou aos “cathars“ no séc. XII – que buscando uma vida mais pura e se opondo a igreja, um dos pilares da monarquia francesa, representavam uma ameaça ao rei de França.
O Conde de Toulousse e nobres locais vislumbraram uma oportunidade de romper com Paris e acabaram sendo violentamente derrotados na “cruzada dos Albigeais
A noite em um asséptico Best Western, mas com um otimo confit de canard.