Um dia intenso em Teheran. Começamos com um STB “Caras” tour do palácio do Shah deposto do Irã.

Palácio Pahlevi
Visitamos a casa onde Mohamed Reza Pahlavi e Fara Diba viveram os últimos 13 anos até a revolução islâmica de 1979 depor a monarquia. Fara era a 3ª mulher do soberano, que ele conheceu quando ela era estudante de belas artes em Paris e que decorou o palácio com o melhor da Europa aliado a elementos decorativos locais do período Qajar do século XIX. No mesmo complexo, a casa de festas privadas.

Fara Diba e filhos
Seguimos para o museu dos Tapetes, onde conferimos a beleza desta arte milenar com os padrões, cores e qualidade específicas de cada região do país.
Após o almoço no museu Arqueológico, um fantástico baixo-relevo em pedra de Xerxes e o príncipe herdeiro – que acabou assassinando o pai e depois também assassinado – e em função disso, o mural de pedra foi removido do palácio de Persépolis e abandonado so sendo redescoberto no século passado.

Réplica do tapete mais antigo do mundo
Uma exposição temporária com o cilindro de Ciro, cedido pelo British Museum, com o primeiro registro de direitos humanos – a liberação do povo judeu da Babilônia, para onde havia sido levados como escravos por Nabucodonosor. Após a conquista Persa Ciro os libertou e proporcionou o retorno à Judéia e reconstrução do templo. No império persa havia libertade de culto e manutenção de reis locais sob sua proteção.
Após o museu da cerâmica e o livro, um tempo livre para circular pelas arborizadas avenidas da capital iraniana – sorvete de açafrão e pistachio em um esquina e compra de calendário persa e cartões na livraria em frente.
Um jantar super especial de despedida desse país maravilhoso onde mais uma vez comprovamos a gentileza e hospitalidade do povo persa.
Apesar de ser o país do preto: preto do Chador das mulheres, bandeiras de luto religioso, e de suas riquezas – petróleo e caviar, o Irã também é conhecido como Golestan – Terra das Flores, renomado por seus tapetes e o refinamento dos mosaicos cerâmicos das mesquitas. O país do conservadorismo islâmico shiita é também aquele onde são heróis nacionais seus grandes poetas como Omar Cayhan.

Todo o carinho das iranianas
O sorriso singelo e hospitalidade iraniana são tocantes, com o cinema iraniano expondo todo esta sensibilidade nas belas obras de Abbas Kyurastani e Moshe Makalbahk. A suavidade de um povo que contrasta com o rigor de um regime.
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